quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nova Olinda: janeiro choveu 80% abaixo da média histórica


No município de Nova Olinda, desde o ano de 2012 que o mês de janeiro registra reduzidas chuvas, bem abaixo da média histórica que é de 137.1 milímetros (mm) acompanhando a redução de chuvas em todo o estado do Ceará quando choveu em média 32.6 mm, resultando em um desvio negativo de 66.9% no estado.

A cada ano a situação vem ficando ainda mais crítica em comparação com períodos anteriores.

Desde 2011 que não chove, no município, a cima da média. Naquele ano as precipitações foram 36.4 % a cima da média histórica, quando choveu 187.0 mm.

De lá para cá, as precipitações oscilaram sempre abaixo ou muito abaixo da média com desvio que superam a marca de 90% a menos de chuvas.

No primeiro mês do ano foram registradas somente duas precipitações, sendo uma de 22 mm e outra de 5 mm, nos dias 8 e 9, respectivamente. Desta forma o primeiro mês da quadra chuvosa de 2015 fechou com apenas 27.0 mm com desvio negativo de - 80.3%.

Apesar de ser um mês que a meteorologia classifica como pré-estação chuvosa, e que tradicionalmente chove menos do que os meses de fevereiro e março, a pouca pluviosidade contribuiu para agravar a crise de abastecimento de água dos reservatórios novo-olindenses.

O volume acumulado das reservas hídricas que é composta por 19 pequenos açudes está muito abaixo da capacidade e alguns estão completamente secos.
 
Esta situação coloca o município em situação de alerta. Até agora os açudes só perderam água e a terra permanece seca, impossibilitando até mesmo o preparo da terra para o plantio. O pasto nativo também está comprometido e os criadores temem que possa faltar água para os animais se não chover nos próximos dois meses.

De acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), desde 2012 que em janeiro vem chovendo abaixo da média. Neste ano, o mês bateu mais um recorde, ficando 80.3% abaixo da média para o período.

Em 2014 foram registrados 14.0mm (menos 89.8%); em 2013, foram observados 98.0mm (menos 28.5%); e em 2012, 54mm (menos 18.1%). A última vez que o mês de janeiro fechou a cima da média histórica foi no ano de 2011, quando foram observados 187.0mm  (a mais 36.4%).

A esperança dos agricultores e criadores está nos dados dos últimos três períodos de chuvas referentes aos meses de fevereiro e março, período em que, são esperadas as maiores precipitações. As médias históricas correspondem a 179 mm de fevereiro e 210.7 mm de março.

Desta forma, apesar de ter chovido abaixo da média nos anos de 2012, 2013 e 2014, nestes dois meses as chuvas tem sido suficientes pelo menos para reabastecer os reservatórios e para permitir o nascimento das pastagens para alimentar aos animais.

Os dados da Funceme registraram no ano de 2012 172.0mm (menos 4.4%) em fevereiro; e 101.0mm (menos 52.1%) em março.

Em 2013, foram observados  151.0mm (menos 16.1%) em fevereiro; e 109.0mm (menos 48.3%) em março.

No ano passado, foram registrados 174.0mm (menos 3.3%) em fevereiro. Já no mês de março foram observados 281.0mm com acréscimo de (mais 33.4%) acima da média.

Esses dados demonstram que os dois últimos meses do primeiro trimestre são os melhores em termos de volumes hídricos e que, março, se configura como o mês das águas.

Mas as previsões da Funceme para o período não são animadoras. De acordo com o último prognóstico divulgado pelo órgão, no mês passado, estimando a quadra chuvosa do primeiro trimestre de 2015 a possibilidade das precipitações deste ano estarem na média considerada normal é de 27%; já a chance de o ano ser chuvoso é de apenas 9%. A análise revela uma grande chance de o Estado entrar no quarto ano consecutivo de estiagem, reforçando a gravidade do panorama da seca no Ceará.

Hoje foi registrada a primeira chuva do ano neste mês de fevereiro, segundo o posto de coleta da Funceme em Nova Olinda. A chuva desta manhã foi de 7.7mm.

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