quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Jovem de 22 anos confessa ter matado Antonio Campina mas diz que tiro foi acidental

Mário Lopes da Silva Neto de 22 anos de idade confessou em depoimento a polícia civil de Crato, nesta manhã, ser o autor do disparo de arma de fogo que matou  o pecuarista e comerciante Antonio Jussidê Sampaio de Oliveira, de 55 anos, mais conhecido como Antonio Campina, fato ocorrido no meio da tarde de ontem em uma propriedade da vítima no Sítio Mororó na zona rural de Santana do Cariri.

Conforme o próprio autor do crime o disparo foi feito de uma espingarda calibre 12 que atingiu a vítima na região do abdômen causando a sua morte imediata, no entanto, o réu confesso declarou que o tiro foi acidental, e alega que ele não tinha a intenção de atirar contra o pecuarista e menos de tirar a sua vida. Ainda de acordo com o depoimento prestado ao delegado regional de polícia civil de Crato Flávio Santos o disparo da arma aconteceu durante uma luta corporal entre os dois após uma discussão devido, segundo ele, a vítima tê-lo abordado e anunciado que não permitia a prática de “caça” em sua propriedade e na companhia de outros dois indivíduos ter ameaçado amarrá-lo  a uma corda, o que desencadeou a uma luta corporal entre os dois e acabou com a morte do dono da propriedade. Em seu depoimento o Neto afirmou que após o disparo se evadiu do local a pé deixando para trás uma motocilcleta da marca honda, modelo NXR 150 do tipo Bross que foi abandonada por trás de um casebre e que foi a pista que a polícia militar de Nova Olinda teve para chegar até a identificação e detenção do suspeito. As informações são do Cabo PM Marivaldo do destacamento policial de Nova Olinda. 

O depoimento durou mais de 6 seis horas e varou toda a madrugada, período em que o acusado caiu em várias contradições. Primeiro ele negou ter qualquer relação com a morte do pecuarista e apresentou como álibi para estar no local do crime um falso defeito na motocicleta em que ele andava, mas assim que a polícia fez os testes na motocicleta descobriu a primeira mentira do acusado que passou a ser considerado suspeito e foi levado a presença da autoridade policial de plantão na delegacia regional de Juazeiro do Norte onde foi interrogado junto com as testemunhas do crime que são dois funcionários da fazenda da vítima e que presenciaram tudo de perto. De acordo com elas, o tiro não foi acidental e o Neto disparou a queima roupa sem deixar chances de defesa para Antônio Campina. Depois de considerar muito fortes os depoimentos das testemunhas o delegado deu voz de prisão em flagrante ao caçador que agora está recolhido ai xadrez da detenção provisória em Crato a disposição da justiça. A família campinas marcou o sepultamento do senhor Antônio Campina  para as 16 horas desta quinta-feira no cemitério São Sebastião, em Nova Olinda.

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