sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pesquisadores são detidos pela PF ao tentar embarcar com fóssies no ARC

Ontem, dia 03, uma operação da Polícia Federal no Aeroporto Regional do Cariri, resultou na prisão de dois professores da área de paleontologia. Alexander Wilhelm Armin Kellner, de 50 anos, liestensteiniano naturalizado brasileiro, e o francês Maurice Romain, de acordo com a PF, embarcariam fósseis extraídos na bacia fossilífera do Cariri sem a devida autorização. A justiça federal vai arbitrar fiança para que sejam postos em liberdade.

Além deles, duas mulheres que foram apenas ouvidas e liberadas após serem detidas no aeroporto de Juazeiro do Norte. Kellner é professor do Museu Nacional brasileiro que é parte da UFRJ, a maior universidade do Brasil, além de curador do departamento geológico e paleontológico daquela instituição.

Kellner também é editor-chefe da Anais da Academia Brasileira de Ciências, uma publicação oficial da Academia Brasileira de Ciências e responsável pela descoberta de um réptil que habitou o Nordeste brasileiro há mais de 110 milhões de anos. Há quase 20 anos, ele iniciou sua aventura em busca de fósseis de dinossauros na Bacia do Araripe na região do Cariri.

O delegado da Polícia Federal em Juazeiro do Norte, Francisco Bonfim, estabeleceu a fiança para soltura dos professores em 10 salários mínimo, cada. O coordenador do curso de paleontologia, Álamo Feitosa, diz que os professores embarcavam com material paleontológico e tinham autorização. Feitosa diz também que a cota feita por professores já arrecadou dinheiro suficiente para pagar a fiança de um dos pesquisados detidos, mas que devem efetuar o pagamento somente quando o dinheiro for suficiente para pagar a liberdade dos dois.

O delegado Francisco Bonfim alega que eles tinham autorização para viajar somente com uma parte da carga, mas a outra era ilegal. Bonfim diz ainda que eles tinham “interesse financeiro” com os fósseis. Álamo Feitosa nega o interesse em vender o material e diz que os fósseis não tinham valor de mercado.

Segundo policiais, os pesquisadores foram presos em flagrante com 236 amostras de material fossilífero da Chapada do Araripe, sem a documentação legal para o transporte. Um dos pesquisadores é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e funcionário do Museu Nacional. O outro é um francês, convidado pela Universidade Regional do Cariri (Urca) para colaborar com projeto de pesquisa. Os dois foram enquadrados na lei ambiental 9.605 que proíbe a extração de fósseis sem autorização, de acordo com a polícia.

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