sábado, 14 de abril de 2012

Rudney confessa crime e diz que tramou tudo sozinho

rudney e claniaDurante o depoimento que prestou, ontem, dia 13, à polícia civil na sede da delegacia regional, em Crato, o autônomo Rudney Menezes Moreira de Lima, 26 anos  que está preso junto com a mulher, Clenia Maria Miranda Magalhaes, 31 anos, acusados de tramar e executar a morte de comerciante José Ariosvaldo Sampaio, 32 anos, confessou que foi ele quem tramou e executou sozinho o assassinato com requintes de crueldade na noite do último sábado, dia 07. Ele procurou amaenizar a participação da mulher no crime afirmando que ela foi obrigada a participar da trama “se não eu matava ela” disse.

O depoimento durou mais de seis horas e foi presidido pelo delegado regional, Flávio Santos, com a participação do Sub Tenente PM Eriosvaldo Pereira que é o Encarregado da Unidade Policial de Nova Olinda. De acordo com o sub tenente Eriosvaldo o acusado detalhou como planejou e cumpriu a morte do comerciante.

Revelações

O depoente contou que desde o mês de Janeiro deste ano (durante as festividades do padroeiro da cidade) pretendia matar o Ariosvaldo Sampaio porque “ele (Ariosvaldo) assediava minha mulher mesmo sem ela querer nada com ele” afirma. Que três dias antes do crime ele planejou tudo sozinho. O assassinato, o local, as armas a serem usadas, em fim, tudo previamente definido “para nada dar errado”.

No dia do crime, segundo ele, a mulher foi informada da sua intensão e coagida a participar. Rudney Moreira falou, também, para a polícia que ele estava “com muita raiva” do Ari porque ele (Ari) cortejava a Clênia, então ele perguntou para a Clênia se ainda gostava do Ari ( com quem ela havia namorado no passado) e ela afirmou “que não gostava mais dele (Ari)”. Diante da resposta da esposa e sabendo por ela que o Ari tinha a intenção de encontrá-la pediu para ela marcar um encontro no local determinado por ele (Rudney) já com a intensão de matá-lo, mas conforme declarou, a mulher só aceitou fazer a ligação marcando o encontro sob a ameça de que se não fizesse o que ele estava mandando “morreria”.

Na noite de Sábado, dia 07, o casal bebeu acompanhado de amigos na lanchonete “Parada do Lanche” no centro da cidade de onde foi possível ver que a vítima havia passado em seu veículo em direção ao local (Um matagal distante 200 mestros da CE 292) combinado. Mais uma ligação telefônica foi feita pela Clênia para confirmar o encontro. Ficou acertado que ela iria na frente e ficaria esperando o amante. Diante dos acertos Rudney viu que tudo estava andando conforme o seu plano macabro de tirar a vida do seu desafeto. O casal foi até a casa de uma irmã da Clênia na rua Pedro Antonio, no centro da cidade e lá se apossou da moto do cunhado. A moto ficou estacionada à entrada do matagal demonstrando que ela ja esperava no local. Ariosvaldo chegou e ela pediu para ele descer do carro. Ambos trocaram carícias na frente do veículo para distrair a vítima. Rudney surgiu rapidamente do matagal sem que o Ari percebece a sua presença. Ele conta que deu o tiro por trás e que ele (Ari) já caiu agonizando, mas teve dúvidas se a vítima morreria ou se poderia escapar, então, para sanar as dúvidas resolveu degolar o comerciante com uma faca “para ter certeza de que ele (Ari) não sobreviveria”.

Depois dos fatos a dupla retornou para a casa da cunhada para devolver a moto e fingiram que nada havia acontecido. O revólver utilizado no crime foi furtado da casa da avó e devolvido às escondidas por ele no dia seguinte ao assassinato. A faca foi jogada em um terreno próximo ao local do crime.

Frieza

Estes detalhes frios de um crime perverso e brutal foram narrados pelo acusado confesso do crime que chocou a pequena cidade de Nova Olinda nesta semana. Rudney Moreira de 26 anos de idade que até, então, era considerado pela família e conhecidos como um homem calmo e trânquilo, inclusive, para muitos incapaz de qualquer ato de violência se revelou como um assassino perigoso e sanguinário. O Sub Tenente PM Eriosvaldo afirma que ele surpreendeu a polícia durante o seu depoimento na sexta-feira, 13 de abril, pela maneira fria como narrou o planejamento e a morte do comerciante Ariosvaldo Sampaio sem demonstrar qualquer arrependimento e pela forma como apresentou a riqueza de detalhes do assassinato. Ainda de acordo com o sub tenente o assassino sorriu por duas vezes durante o interrogatório.

A prisão

Os dois estão sob custódia da Polícia em regime de prisão preventiva.

A prisão preventiva é fundamentada por regras existentes no artigo 312 do CPB.

Esses requisitos, independentemente da natureza ou gravidade do crime, são imprescindíveis para a autorização da prisão preventiva, quais sejam: garantia da ordem pública, da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal. No caso dos dois, segundo explicou o sub tenente a prisão do casal se justifica para a garantia da ordem pública tendo em vista a brutalidade e a pacionalidade do crime confessado pela dupla.

A prisão se deu de forma preventiva, ou seja, com intuito de prevenir uma possível desordem pública, e não de punir o casal. A punição começará a ser executada a partir da qualificação do crime. O delegado vai apontar se trata-se de um crime qualificado, por exemplo. O mais provável é que o crime seja qualificado, pois, evidencia-se o motivo torpe (ciúmes). Mas somente o aprofundamento das investigações é que poderá determinar a tipificação criminal.

Clênia desmáia e depoimento é prejudicado

Quanto a Clênia, ela não demonstrou a mesma frieza do marido. Chorou o tempo todo e e teve vários desmáios, inclusive foi levada a um hospital por isso o depoimento dela será concluído somente hoje. Mas ela confirmou a polícia a sua participação no crime de acordo com o que foi dito pelo esposo.

3 comentários:

  1. Imaginava algo assim, ele assumindo tudo sozinho, o que nao deve ter acontecido, pois o veneno destilado entre os dois foi forte o suficiente para deixarem de ser humanos no momento do crime...
    Ela deve ter sido a principal incentivadora do crime e em nenhum momento foi forçada a participar...foi de livre e expontâneo, ódio...É UMA OPINIÃO SOMENTE...no final se saberá de tudo...
    Queria só saber dessa dupla, como é que esperavam escapar ilesos dum crime desses, como se nada fosse acontecer, e nunca ninguém descobriria o feito, com tantas pistas que deixaram expostas...sei não...pobre Ari, pobres deles agora...morte em vida...

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  2. Ela é culpada tanto com ele, ela que levou ele para o cheiro do queijo e tem mais ela foi o pivô da morte do rapaz, ela é uma assassina tanto quanto o rudney

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  3. Deus deu a vitória a Clenia , e ninguém pode impedir . pq agindo Deus quem impedira , ela foi usada pelo rudney .

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