quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Calcule a sua classificação na primeira fase do concurso da prefeitura de Nova Olinda


O resultado do concurso público para o preenchimento de 208 cargos na administração pública do município de Nova Olinda divulgado nesta quarta-feira, dia 27, pela banca da empresa CONSULPAM gerou muitas dúvidas por razões do resultado apresentado não fornecer uma classificação por ordem decrescente que indicasse o preenchimento das vagas disponíveis e sim conforme a ordem alfabética dos nomes de todos aqueles que obtiveram a média para a aprovação conforme determina o edital do concurso que é feito em duas fases, sendo a primeira de prova objetiva a segunda fase a de títulos. Por isso, a classificação obtida por cada um dos aprovados só será conhecida na divulgação do resultado final quando a banca examinadora publicará as notas finais já somados os pontos da prova de títulos e aplicados todos os critérios de desempate. Enquanto isso, o blog aplicou uma fórmula que pode ajudar a cada um dos aprovados a entender melhor a sua posição dentro do certame. Para tanto, usamos somente o resultado dos aprovados para o cargo de motorista, mas a metodologia pode ser aplicada a cada um dos cargos em disputa.

A regra é simples. Basta somar o número de vagas a serem preenchidas e depois determinar uma nota de corte decrescente até a primeira pontuação seguinte aquela que preencheu a última vaga permanente. Depois é só considerar como classificados aqueles candidatos que ocuparam as primeiras posições seguindo os critérios estabelecidos nos capítulos V,VI e VII do edital de convocação do concurso e como classificáveis os primeiros colocados depois da última nota de corte, que são em tese os candidatos com maiores chances de serem selecionados.


No nosso exemplo, são 13 cargos em disputa. Analisando os resultados dos candidatos aprovados para o cargo de motorista D encontramos 7 notas de corte sendo 130 a maior e 115 a menor. 1 candidato obteve 130 pontos; 1 candidato obteve 127,50; 1 candidato obteve 125,00; 2 candidatos obtiveram 122,50 pontos; 2 candidatos obtiveram 120 pontos; 6 candidatos obtiveram 117,50 pontos; e depois de aplicado todos os critérios de desempate possíveis nessa primeira fase, eles são os 13 melhores colocados e, portanto, ocupam as vagas destinadas aos classificados. 

Veja o quadro com as maiores pontuações correspondentes às vagas para o preenchimento conforme o resultado da primeira fase, dentro da faixa de classificação aplicando o critério de desempate conforme o capitulo VII do Edital referente às 13 vagas permanentes do cargo de motorista, categoria d.

Com base nestas informações estão classificados para o cargo de motoristas conforme a ordem de pontuação os seguintes candidatos


        
.      
         Vagas

Nome do Candidato

Pontuação

Pontuação final
              
Nota de Português
                   Nota de Conhecimentos gerais
                   Nota de Conhecimentos específicos
                1    
            THIAGO CARLOS ALBERTO PINHEIRO
    130,00

           20,00
25,00
85,00
                2      
          JOSE ROGERIO FERREIRA
    127,50
           22,50
       25,00
       80,00
                3        
 FRANCISCO FERREIRA    DA COSTA                     
125,00
20,00
25,00
80,00
                4      
            JOÃO DE MELO SOBRINHO                                
122,50
17,50
20,00
85,00
                 5      
            LUIZ VICENTE DE SOUSA NETO
122,50
22,50
       25,00
      75,00
                 6      
          DAVID ALVES DE SOUSA                                                          
120,00
20,00
25,00
75,00
                  7 
           CICERO MAGNO EVARISTO DE SOUZA            
120,00
22,50
22,50
75,00
                   8
GEOVANE DOS SANTOS SOARES                                               
117,50
15,00
17,50
85,00
    
 9          EDISON GONCALVES DE OLIVEIRA                     
117,50
15,00
22,50
80,00
     10
ERCILIO DO NASCIMENTO SILVA
117,50
17,50
20,00
80,00
   
11      JOSE DIAS DE SOUSA
117,50
20,00
22,50
75,00
    
12       DANIEL ALVES DE ARAUJO
117,50*
22,50
25,00
70,00
                   13
        JOSE HIDELANIO ALVES DE MENEZES               
117,50*
22,50
25,00
70,00





































*os dois candidatos empataram em todos os critérios da primeira fase, restando o critério de maior idade que é desconhecido do nosso blog.

Outros 7 candidatos somaram 115 pontos cada um e em tese são os primeiros classificáveis com o resultado desta primeira fase. Os nomes estão apresentados de acordo com a ordem alfabética, mas não serve de critério para classificação no concurso.                                                                               

1      Antonio Hamilton Leite da Franca
2      Cicero Regis Pereira de Sousa
3   Francisco Fernandes dos Santos
4      Jose Leonildo Soares                                                        
5      Luan dos Santos Lima
    Vicente Ribeiro da Silva
      Wemble da Cruz Silva 

   Observação

O item 3 do capitulo VII do edital determina “3. Ocorrendo empate no total de pontos, o desempate beneficiará sucessivamente: a) O candidato que obtiver maior nota na prova de Conhecimentos Específicos. b) O candidato que obtiver maior nota na prova de Títulos. c) O candidato que obtiver maior nota na prova de Conhecimentos Gerais. d) Maior nota na prova de Português da Prova de Conhecimentos Gerais. e) O candidato de mais idade”.

Nota: Para saber a sua posição é só aplicar a regra com base nos resultados dos aprovados para o mesmo cargo em disputa. Não se esqueça de aplicar os critérios de desempate. 
Boa sorte!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Nova Olinda: janeiro choveu 80% abaixo da média histórica


No município de Nova Olinda, desde o ano de 2012 que o mês de janeiro registra reduzidas chuvas, bem abaixo da média histórica que é de 137.1 milímetros (mm) acompanhando a redução de chuvas em todo o estado do Ceará quando choveu em média 32.6 mm, resultando em um desvio negativo de 66.9% no estado.

A cada ano a situação vem ficando ainda mais crítica em comparação com períodos anteriores.

Desde 2011 que não chove, no município, a cima da média. Naquele ano as precipitações foram 36.4 % a cima da média histórica, quando choveu 187.0 mm.

De lá para cá, as precipitações oscilaram sempre abaixo ou muito abaixo da média com desvio que superam a marca de 90% a menos de chuvas.

No primeiro mês do ano foram registradas somente duas precipitações, sendo uma de 22 mm e outra de 5 mm, nos dias 8 e 9, respectivamente. Desta forma o primeiro mês da quadra chuvosa de 2015 fechou com apenas 27.0 mm com desvio negativo de - 80.3%.

Apesar de ser um mês que a meteorologia classifica como pré-estação chuvosa, e que tradicionalmente chove menos do que os meses de fevereiro e março, a pouca pluviosidade contribuiu para agravar a crise de abastecimento de água dos reservatórios novo-olindenses.

O volume acumulado das reservas hídricas que é composta por 19 pequenos açudes está muito abaixo da capacidade e alguns estão completamente secos.
 
Esta situação coloca o município em situação de alerta. Até agora os açudes só perderam água e a terra permanece seca, impossibilitando até mesmo o preparo da terra para o plantio. O pasto nativo também está comprometido e os criadores temem que possa faltar água para os animais se não chover nos próximos dois meses.

De acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), desde 2012 que em janeiro vem chovendo abaixo da média. Neste ano, o mês bateu mais um recorde, ficando 80.3% abaixo da média para o período.

Em 2014 foram registrados 14.0mm (menos 89.8%); em 2013, foram observados 98.0mm (menos 28.5%); e em 2012, 54mm (menos 18.1%). A última vez que o mês de janeiro fechou a cima da média histórica foi no ano de 2011, quando foram observados 187.0mm  (a mais 36.4%).

A esperança dos agricultores e criadores está nos dados dos últimos três períodos de chuvas referentes aos meses de fevereiro e março, período em que, são esperadas as maiores precipitações. As médias históricas correspondem a 179 mm de fevereiro e 210.7 mm de março.

Desta forma, apesar de ter chovido abaixo da média nos anos de 2012, 2013 e 2014, nestes dois meses as chuvas tem sido suficientes pelo menos para reabastecer os reservatórios e para permitir o nascimento das pastagens para alimentar aos animais.

Os dados da Funceme registraram no ano de 2012 172.0mm (menos 4.4%) em fevereiro; e 101.0mm (menos 52.1%) em março.

Em 2013, foram observados  151.0mm (menos 16.1%) em fevereiro; e 109.0mm (menos 48.3%) em março.

No ano passado, foram registrados 174.0mm (menos 3.3%) em fevereiro. Já no mês de março foram observados 281.0mm com acréscimo de (mais 33.4%) acima da média.

Esses dados demonstram que os dois últimos meses do primeiro trimestre são os melhores em termos de volumes hídricos e que, março, se configura como o mês das águas.

Mas as previsões da Funceme para o período não são animadoras. De acordo com o último prognóstico divulgado pelo órgão, no mês passado, estimando a quadra chuvosa do primeiro trimestre de 2015 a possibilidade das precipitações deste ano estarem na média considerada normal é de 27%; já a chance de o ano ser chuvoso é de apenas 9%. A análise revela uma grande chance de o Estado entrar no quarto ano consecutivo de estiagem, reforçando a gravidade do panorama da seca no Ceará.

Hoje foi registrada a primeira chuva do ano neste mês de fevereiro, segundo o posto de coleta da Funceme em Nova Olinda. A chuva desta manhã foi de 7.7mm.

Nova Olinda: mais de 400 famílias moram em casas de taipa


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE-Censo 2010) 436 famílias moram em casas de taipa no município de Nova Olinda. A maioria dessas residências está na zona rural do município, totalizando 341 imóveis. Outras 95 casas de taipa estão na zona urbana. O órgão revelou também que em 58 destes domicílios as paredes externas das casas não são revestidas, quando não apresentam nem um tipo de emboço, reboco ou chapisco, tornando esse tipo de moradia ainda mais inseguro e precário.
 

A Casa de taipa têm paredes levantadas com barro e varas retiradas de árvores. A estrutura é escorada por estacas fincadas em suas extremidades externas e internas que funcionam como colunas de sustentação. Os telhados são feitos de palha, lonas plásticas ou com as próprias varas e telha comum.

Esse tipo de moradia é antigo e muitas perduram por gerações numa mesma família. Quanto mais antigo, torna-se mais inseguro esse tipo de construção. O período de chuvas com ventos fortes denunciam ainda mais a fragilidade das casas de taipa e muitas ameaçam desabar diante da precariedade delas.

Aos 40 anos de idade, Maria Jesus da Silva (Dos Anjos), não reside numa casa de alvenaria (tijolos). Com o marido, Welisson dos Santos, 27 anos, e três filhos menores, entre eles dois bebês, um menino de 1 ano e seis meses e uma menina de 27 dias de vida (na foto), ela integra uma das mais de 90 mil famílias cearenses que vivem nesse tipo de moradia conforme o IBGE.

A casa da dona ‘dos anjos’ fica no sítio zabelê, distante cerca de 12 km da sede do município onde falta além da moradia, energia elétrica, água potável e mesmo uma estrada para chegar até lá.

Somente por um caminho estreito entre o matagal da floresta da Serra do Araripe medindo 300 metros de extensão a partir da única estrada vicinal que dar acesso ao local até a moradia da família ‘dos anjos’ é que se chega ao terreiro de barro batido para encontrar o imóvel rústico que denuncia a miséria de quem vive ali.

São 3 cômodos caprichosamente divididos em sala, cozinha e quarto, numa tentativa da família de erguer uma casa digna, no entanto, a falta de recursos financeiros inviabilizou o empreendimento familiar construído com as próprias mãos do casal.

Em uma parede ainda foi possível levar um pouco de barro conseguido ali mesmo próximo a casa em tempos de chuvas, mas, nem o tempo ajudou e a obra parou.

Como a região enfrenta uma seca que já entrou para 4 anos consecutivos somente uma meia parede foi completada com o barro. As demais foram revestidas somente de varas de madeira da região e de restos de sacos plásticos do tipo “estopa” recolhidos do lixo de uma indústria de gesso da cidade e que ameniza a entrada de sol durante o dia e dos ventos à noite. O teto também está incompleto. Somente a parte do cômodo destinado ao quarto e parte do que era pra ser uma sala de visitas recebeu telhas comuns. O restante da moradia está a céu aberto. O piso é de chão batido e as portas e janelas simplesmente não existem.

Assim, os animais, domésticos ou não, tem trânsito livre a qualquer hora do dia ou da noite, pela casa, junto aos moradores tornando ainda mais tensa e perigosa a vida dessa família devido a proximidade com a fauna silvestre da Floresta Nacional do Araripe aonde vivem espécies carnívoras como onças e venenosas como cobras, obrigando os adultos e, principalmente, as crianças a conviver com esse perigo porque lhes falta um abrigo, no mínimo, seguro.

E não bastasse a precariedade da casa de taipa, ela não tem banheiro, nem fossa séptica e, por isso, as necessidades fisiológicas de todos os membros da família são feitas no mato sem nenhuma higiene, nem privacidade.

Para piorar a situação até mesmo água, que é o bem mais precioso para o ser humano, falta à família. Não existe rede de distribuição de água, e nem mesmo, há uma cisterna para acumular a água da chuva ou de carro pipa.

Em geral a construção de uma casa de taipa não segue critérios técnicos, nem normas de segurança adequada para ser erguida, e por isso é insegura.

As casas de taipa têm paredes de barro, sustentadas por estacas e não oferecem condições adequadas de moradia, segundo arquitetos. Além disso, de acordo com a Fundação Nacional de Saúde – FUNASA, as rachaduras e brechas deixadas pelas camadas de barro usado na construção dessas casas podem servir de abrigo para o barbeiro, inseto causador da doença de chagas, causando também um problema de saúde pública.

A família ‘dos anjos’ faz parte dos mais de 10 milhões de brasileiros que vivem na linha da extrema pobreza segundo os dados divulgados no fim do ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, PNAD 2013).

O levantamento do IPEA define diferentes valores para a linha de extrema pobreza em 24 regiões do país. Cada área tem uma faixa mínima de renda abaixo da qual se caracteriza situação de miséria. Os cálculos do IPEA levam em conta os parâmetros do Programa Brasil Sem Miséria, do governo federal que estabelece em R$ 77 per capita por mês a renda que define se uma pessoa está na linha de extrema pobreza.

Segundo o pastor Márcio Muniz da igreja Ação Evangélica – ACEV, a renda familiar dos ‘dos anjos’ é de R$ 120 por mês oriundos do Programa Bolsa Família.

Seguindo os mesmos parâmetros adotados pelo IPEA para definir o limite da extrema pobreza, a renda per capita por mês dessa família é de R$ 30. Isto os coloca na desconfortável situação social de miseráveis, vivendo abaixo da linha da pobreza, ou para usar um termo menos agressivo do ponto de vista humano, eles são extremamente pobres. 

Com somente R$ 30 mensais para a sobrevivência de cada um dos membros da sua família os “dos anjos” estão aquém do que determina os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) em uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa que é de no mínimo R$ 70 segundo as duas organizações com dados de 2014.

Sensibilizados com essa situação de risco em que vive a família da senhora “dos Anjos” a igreja ACEV através do projeto Vem Viver de Nova Olinda, lançaram uma campanha para a construção de uma casa de alvenaria para a família e a arrecadação de donativos como bens e utensílios móveis, além, de conseguir viabilizar para a futura casa a energia elétrica, cisterna para guardar água e uma estrada de acesso.

A Rádio Nova Olinda FM também resolveu ajudar por meio do programa Grande Jornal FM Notícia e está promovendo uma campanha para a arrecadação, por meio de doações voluntárias, de material de construção e de mão de obra especializada.

Quem quiser colaborar deve ligar para a emissora nos telefones 88 35461160 e 88 (TIM) 9782 8029 e 88 9300 5161 (CLARO).


Saiba mais

Há duas subdivisões básicas de casas de taipa: as revestidas e as não revestidas. É revestida quando as paredes externas são feitas de barro ou cal com estacas e varas de madeira com revestimento (emboço, reboco, chapisco).

Já a taipa não revestida caracteriza-se quando paredes externas são feitas de barro ou de cal e areia com estacas e varas de madeira sem revestimento (emboço, reboco, chapisco).